Sabores com Memória

Retrato da Memória

Retrato da Memória, não é mais do que uma alegoria encontrada para definir um espaço que conta uma estória familiar que o tempo imparável foi pintando num painel de saudade e recordações.

Onde hoje se ergue o moderno e remodelado edifício, existiu outrora uma bela mansão familiar, mandada construir entre 1931 e 1933 por Inácio Alfredo Fernandes, solicitador em Ferreira do Alentejo.

Homem empreendedor, com ideais virados para o futuro, dotado de bom gosto e coragem, fez da grande casa que idealizou… um refúgio de ternura, onde todos os seus descendentes, amiudadamente se vinham encontrar com as suas raízes, quer confraternizando nas festas tradicionais, quer nas horas menos afortunadas para sentir o apoio que sempre encontravam no casal solidário que habitava o enorme espaço.

O casarão, era então composto por uma vasta área habitacional de dois andares, com uma dúzia de divisões. No primeiro andar, á frente da área então reservada aos quartos, situava-se uma varanda que debruçada sobre o jardim, ostentava um friso de imponentes e belos balaústres que ainda hoje se mantem.

No jardim, repleto de canteiros, abundavam as rosas, os amores-perfeitos, e muitas outras coloridas flores, carinhosamente tratadas pelas mãos da dona da casa! Algumas árvores de fruto, e um pequeno lago, o qual foi mantido, e onde os filhos e netos, (várias gerações que o proprietário sempre muito acarinhou), se entretinham a brincar, completavam o harmonioso “espaço verde”.

Onde hoje se ergue a “recepção” de o RETRATO DA MEMÓRIA, situava-se o escritório do “SENHOR INÁCIO”, (como respeitosa e carinhosamente era apelidado por todos que com ele privavam), e que era composto por três amplas salas, onde recebia os seus clientes e amigos.

Por fim, mesmo ao lado, ficava uma garagem, (abrigo de carros antigos), um “celeiro” onde se guardavam os produtos hortícolas, o azeite e a lenha, e ainda uma pequena sala que servia de arquivo de toda a papelada proveniente do escritório.

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No alto da chaminé, durante anos e anos … “UM CATAVENTO”, constituído por um garboso galo de lata pintado de corres garridas, foi incansavelmente, orientando os habitantes da vila … para onde “virava o vento”!

Aqui fica para quem interessar, a história simples, tecida de recordações, do que é hoje o … RETRATO DA MEMÓRIA!

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